Mato Grosso| TRT-MT derruba liminar que manda grevistas manterem 30% do efetivo
Uma
adolescente de 16 anos recebeu um vídeo pornográfico enviado pelo seu professor
de português, de 56, no último domingo (18).
O
desembargador João Carlos Ribeiro de Souza, do Tribunal Regional do Trabalho da
23ª Região, em Mato Grosso, derrubou liminar que determinava que os bancários
mantivessem mínimo de 30% dos funcionários atendendo nas agências bancárias
durante a greve da categoria, iniciada no dia 6 de setembro.
O magistrado
entendeu que não cabe ao TRT julgar esse tipo de ação, porque trata-se de
movimento paredista da classe bancária de abrangência nacional. Ele atendeu ao
pedido feito pelo Sindicato dos Bancários de Mato Grosso (Seeb-MT).
A decisão que
havia determinado os 30% foi da juíza Eleonora Lacerda, da 5ª Vara do Trabalho
de Cuiabá, proferida na última quarta-feira (21). A liminar havia atendido a um pedido da OAB-MT (Ordem
dos Advogados do Brasil seccional Mato Grosso).
“Penso que a
Vara do Trabalho originária da decisão atacada ou mesmo este egrégio Tribunal
não detém esta competência funcional, sob pena de se causar total insegurança
jurídica, pois ao se admitir que cada juízo singular poderia se investir do
múnus de dirimir a questão, por certo que teríamos uma diversidade de decisões
antagônicas ou conflitantes tratando de um assunto que abrande o interesse
dissipado por todo o país”, diz trecho da decisão.
A OAB-MT já
havia pedido à Justiça Eleitoral que tentasse negociar com os grevistas porque
o movimento estaria prejudicando a campanha deste ano. Com as agências fechadas
por causa da greve, nem candidatos nem partidos têm conseguido receber doações
e fazer os pagamentos de despesas dentro da legislação eleitoral, diz a OAB.
Greve
Os bancários
pedem reajuste salarial de 14,78% e melhorias nas condições de trabalho.
Segundo o Seeb-MT, mais de 270 agências estão fechadas em mais de 100
municípios. Em Mato Grosso, há 4 mil funcionários em mais de 300 agências.
Além do
reajuste, a categoria pede ainda piso salarial de R$ 3,9 mil; vale-alimentação,
refeição, auxílio-creche ou auxílio-babá de R$ 880 por mês para cada um; fim
das metas abusivas, do assédio moral e das demissões; planos de cargos e
carreiras para todos os bancários; e prevenção contra assaltos e sequestros,
entre outras reivindicações.
A categoria
negou proposta dos bancos de 6,5% de reposição, porque entende que esse valor
representa 68% da inflação, significando perda salarial de 2,80%.
DO G1
Nenhum comentário
Política de moderação de comentários:
A legislação brasileira prevê a possibilidade de se responsabilizar o blogueiro pelo conteúdo do blog, inclusive quanto a comentários; portanto, o autor deste blog reserva a si o direito de não publicar comentários que firam a lei, a ética ou quaisquer outros princípios da boa convivência. Não serão aceitos comentários anônimos ou que envolvam crimes de calúnia, ofensa, falsidade ideológica, multiplicidade de nomes para um mesmo IP ou invasão de privacidade pessoal / familiar a qualquer pessoa. Comentários sobre assuntos que não são tratados aqui também poderão ser suprimidos, bem como comentários com links. Este é um espaço público e coletivo e merece ser mantido limpo para o bem-estar de todos nós.